domingo, 24 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
'Eu tenho vontade de te mandar uma mensagem tentando esclarecer as coisas. O problema é que você parece nunca estar sendo verdadeiro. Você só diz não. Isso é tão complicado. Eu queria ouvir de você uma palavra de conforto, mesmo talvez não sendo o que eu realmente estava esperando ouvir. Me parece que aquela fase da minha vida nunca mais vai voltar. Eu quero tanto que volte, mas eu sei e tenho que aceitar que você mudou ou que você é tão complicado e orgulhoso que não seria capaz de fazer o meu e o seu coração ficarem em paz.'
- Por Milla Rocha
sábado, 2 de julho de 2011
'Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé.'
[GONZAGUINHA]
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé.'
[GONZAGUINHA]
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Pra salvar seu coração...
ORAÇÃO - A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE
Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe essa oração
sábado, 7 de maio de 2011
‘O medo de amar é o medo de ser
livre para o que der e vier
livre para sempre estar
onde o justo estiver
livre para o que der e vier
livre para sempre estar
onde o justo estiver
O medo de amar é medo de ter
de todo momento escolher
com acerto e precisão
a melhor direção
de todo momento escolher
com acerto e precisão
a melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
em nossa casa fechada entrar - pra ficar
em nossa casa fechada entrar - pra ficar
O medo de amar é não arriscar
esperando que façam por nós
o que é nosso dever - recusar o poder
esperando que façam por nós
o que é nosso dever - recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou...’
quinta-feira, 21 de abril de 2011
-TREM NOTURNO PARA LISBOA-
“VIVO EM MIM PRÓPRIO COMO NUM TREM EM MOVIMENTO. Não entrei nele por livre e espontânea vontade, não pude escolher e sequer conheço o local de destino. Um dia, num passado distante, acordei no meu compartimento e senti o movimento. Era excitante, escutei o barulho das rodas, pus a cabeça para fora da janela, senti o vento e me deliciei com a velocidade com que as coisas passavam por mim. Eu queria que o trem jamais interrompesse a sua viagem. De maneira nenhuma eu queria que ele parasse para sempre em algum lugar.
Foi em Coimbra, num banco duro de auditório, que me dei conta: não posso mais sair. Não posso mudar de linha nem de direção. Não sou eu quem determina a velocidade. Não vejo mais a locomotiva e não posso reconhecer quem a conduz, nem se o condutor parece ser de confiança. Não sei se ele lê os sinais corretamente e percebe quando uma agulha de trilhos está errada. Não posso trocar de compartimento. Vejo pessoas passando no corredor e penso: quem sabe nos seus compartimentos tudo é bem diferente do que aqui. Mas não posso ir lá e ver, pois um cobrador que nunca vi e nem vou ver trancou e selou a porta do compartimento. Abro a janela, debruço-me para fora o máximo que consigo e vejo que todos os outros fazem o mesmo. O trem percorre uma suave curva. Os últimos vagões ainda estão no túnel e os primeiros já voltaram para dentro dele. Quem sabe, o trem anda em círculos, sempre, sem que alguém perceba, nem mesmo o condutor? Não tenho a menor ideia do tamanho da composição. Vejo todos os outros que esticam os pescoços para ver e entender alguma coisa. Saúdo-os, mas o vento leva as minhas palavras para longe.
A iluminação no compartimento muda sem que eu possa determinar qualquer coisa. Sol e nuvens, crepúsculo e madrugada, chuva, neve, tempestade. A luz no teto é mortiça, torna-se mais clara, começa a ofuscar, treme, apaga-se, volta, é uma lamparina, um castiçal, um tubo de néon cintilante, tudo ao mesmo tempo. A calefação não é confiável. Pode aquecer com calor e falhar com frio. Quando aciono o interruptor, ouço o clique-claque, mas nada muda. Estranho que nem mesmo o sobretudo me aquece sempre da mesma forma. Lá fora as coisas parecem estar indo no seu rumo habitual e normal. Será que isso acontece também no compartimento dos outros? No meu, de qualquer forma, as coisas se passam de forma diferente do que eu esperava, bem diferente. O construtor do trem estaria bêbado? Louco? Um charlatão diabólico?
[...]
Adoro túneis. Eles são, para mim, a imagem da esperança: algum momento tudo voltará a ficar claro. Caso não seja noite.
Às vezes recebo visitas no compartimento. Não sei como isto é possível com a porta trancada e selada, mas acontece. Geralmente esta visita vem num momento impróprio. São pessoas do presente e do passado. Vêm e vão, conforme querem, não têm respeito e me incomodam. Preciso falar com elas. É tudo provisório, descomprometido, votado ao esquecimento, conversas de trem. Alguns visitantes desaparecem sem deixar rastro. Outros deixam rastros pegajosos e fétidos, não adianta arejar. Nestas horas quero arrancar todo o mobiliário do compartimento para trocar por um novo.
A viagem é comprida. Há dias em que desejo que seja infinita. São dias invulgares, preciosos. Há outros em que fico aliviado por saber que haverá um último túnel em que o trem parará para sempre.”
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